Golpe de estado em Portugal. Um golpe de estado "virtual".
Foi a notícia que circulou no Twitter e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.
A notícia "Golpe de estado em Portugal" e "Estado de guerra civil em Portugal" começou a envolver agências de notícias, insuspeitas (e.g. Associated Press) referenciada como fonte pelo jornal EL PAÍS, que assim credibilizava o rumor e afastava a ideia de poder tratar-se de uma brincadeira, passou despercebida de muitas pessoas, mas não dos internautas utilizadores das redes sociais.
Tudo indica que este "movimento viral" iniciou em Espanha, com algumas fotomontagens que mostravam um ambiente de estado de guerra, com tanques militares a circular pelas ruas, que se intitulou " #prayforportugal " e que o levou a tópico mundial no Twitter no dia 3.
Os Media em Portugal, no caso as televisões também não desperdiçaram a oportunidade de noticiar a "notícia" que não passou de um rumor, mas que atinigiu um nível considerado de audiência pela originalidade e utilização da "arma" mais potente dos últimos anos em comunicação de massas - as redes sociais - que consegue por todos os media ditos tradicionais (jornais, televisões) a falar sobre o assunto.
Estamos perante uma nova forma de fazer jornalismo, que se limita a resumir os posts das redes sociais?
É preocupante saber que qualquer rumor, bem pensado e projectado pelas redes sociais, seja a notícia de um crime, seja de que um astronauta acabou de pousar em júpiter, tudo é possível, porque a cultura da velocidade em que o mundo se vê envolvido, é de tal forma alucinante que as pessoas nem param para pensar, e o clique de "partilha" da suposta notícia, é a atitude imediata, que cria a "loucura mediática".
Vejam esta notícia que eu retirei da RTP, e façam como eu, imaginem o que pode vir a acontecer se alguém, utilizando as redes sociais e que não tem que estar em Espanha, decide provocar os meios de comunicação social, e por consequência um país, empresa, etc, etc.